Melhor segunda-feira do ano (até agora)

Uma força hercúlea me foi necessária para levantar da cama de manhã graças a uma noite mal dormida. Mas tudo ficou melhor quando eu desci pra tomar o café.

Quando olhei pela janela, achei que estava chovendo. Mas quando vi melhor, ERA NEVE. ESTAVA NEVANDO!!!!!

(mas eu sabia que isso indicava um dia bem frio pela frente)

Tomei café tão animada quanto uma criança, mas não me senti nem um pouco patética sobre isso. Subi pro quarto pra terminar de me arrumar e a neve ficou mais forte.

Eu estava quase pulando de empolgação. Aí, quando eu saí pela porta, estava um vento da desgraça e a primeira coisa que aconteceu foi um floco entrar no meu olho. Mas não me deixei abalar. Por sinal, aqui estão os vídeos:

(videozinho patético)

O vento jogava toda a neve na minha cara, e por isso fiquei toda molhada. Por sorte meu casaco é à prova d’água, mas minha touca ficou encharcada e demorou a aula toda pra secar. Apesar de estar super escorregadio na rua, por causa da empolgação bati meu recorde e cheguei na estação em exatos 15 minutos.

Pela hora que cheguei lá, a neve tinha dado uma trégua e o céu estava abrindo. Tinha garoado um pouco. Entrei no trem e minhas coisas puderam secar um pouquinho. Poréeeeeem, chegando na Tara Street, a neve tinha aumentado muito e ventava mais do que nunca. Acho que as pessoas riram de mim por ter enfrentado aquela ventania + neve com um sorriso de criança no rosto. Mas eu honestamente não poderia ligar menos.

De roupa encharcada e pé gelado, entrei na escola e tivemos aula normal.

Quando saí, estava bastante sol, mas continuava ventando. Depois do almoço, resolvi passar na Carrolls pra comprar um protetor de orelhas (melhores 8 euros já gastos nessa viagem). As coisas aconteceram mais ou menos nessa ordem:

1- Roberta anda pela rua. Dia bonito e agradável. Pássaros cantam. As pessoas usam óculos escuros na rua.

2- Roberta entra na Carrolls da O’Connel e passa dez minutos procurando os protetores de orelha.

3- Roberta paga pelo produto e caminha na direção da porta.

4- Chuva. Vento. O dia tão fechado que parecia ser seis horas da tarde. Pessoas correm para tentar se esconder dos pingos.

Essa foi a minha terceira chuva em Dublin. E definitivamente foi a pior.

A estação onde pego o trem é pertinho da loja, então apertei o passo pra chegar rapidinho. Mas quem disse que dava pra andar contra o vento? Juro por Deus que eu quase fui arrastada. E quando ele soprava favoravelmente, eu era lançada pra frente de tal modo que tinha que dar uma corridinha ridícula pra não cair de cara no chão. Quando fui correr pra atravessar a rua, o percurso foi mais ou menos esse:

Não esqueçamos que chovia pra caramba também. Muito. Cada pingo que batia no meu rosto parecia uma pedra de gelo vinda diretamente do freezer aí da sua casa. Porque existe touca e cachecol, mas não existe algo pra cobrir A CARA!! Como diabos se lida com isso??

Dei aquela corridinha escrota e torta até a estação e percebi que parecia que eu tinha acabado de sair do chuveiro. Favor notar que o tempo total do percurso não deve ter durado mais do que 7 minutos.

Mas não estou reclamando. Foi super engraçado tentar andar contra o vento. E vi muita gente com o guarda-chuva virado também. Adorei ahahah  A cara das pessoas era a melhor coisa. Eu meio que fiz o caminho inteiro rindo comigo mesma de tão engraçado que aquilo era. Obviamente soltei muitos “holy shit” pelo meio do caminho.

Bom, eu entrei no trem e mais ou menos dez minutos depois o céu abriu e parecia um dia de verão. Fala sério, Dublin, esse teu clima tá de zoeira com a minha cara. Mas tudo bem, não estou reclamando.

Como essa deve ter sido a maior ventania que eu já peguei na vida, fiquei um pouco assustada. Logo depois descobri que o governo emitiu um alerta de ventania pras próximas 24 horas, e que os ventos podem chegar a até 130km/h! Acompanhado de neve de 1 a 3 centímetros. Gente, o que é isso!!! Estou surpresa que as árvores que vejo pela minha janela não tenham perdido as folhas! A janela do meu quarto começou a fazer aquele barulho de vento, coisa que nunca tinha acontecido antes. Estou com um pouco de medo de sair amanhã e tomar um tombasso na rua. Mas talvez assim algum cara gato voluntário da Anistia Internacional venha me socorrer. Ah, sim.

adoro as barbas deles e o jeito que eles tentam ajudar o mundo

A gente se vê por aí!

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